segunda-feira, 7 de outubro de 2013

A Política assim é uma coisa porca e vil - Carlos Reis

"Tenho de me conter muito para não cair na grosseria, no insulto vazio ou incorrer em responsabilidade penal, com esta história dos cortes retroactivos nas pensões de sobrevivência. Com este terrorismo aos viúvos e às viúvas. 
Mas só pessoalizando e dando exemplos concretos poderei enfim dizer algo sobre esta indignidade e esta desvergonha: a minha tia, com 86 anos, recebe uma pensão de sobrevivência por ser viúva do meu tio. 
Com a sua reforma, e essa pensão, tudo junto, não receberá mais do que 700€ mensais, descontados os impostos aumentados e a taxa extraordinária. 
Cerca de 700€ para viver em Lisboa, pagar renda (que este ano lhe foi aumentada com a nova Lei) e todas as suas despesas inerentes a uma vida com dignidade. 
E há muita gente a viver com muito menos ainda. 
Ontem foi aterrorizada com mais uma notícia de corte dos seus rendimentos, sobre a imposição de uma condição de verificação de recursos, assistiu ao ar envergonhado mas trapaceiro com que o Ministro Mota Soares tentou amanhar uma explicação. 
Com ela, mais de 800 mil pensionistas mergulharam ontem na incerteza e na angústia e serão o objecto de polémicas, confirmações e desmentidos, avanços e recuos. 
Para além da imoralidade da coisa - gostava que um democrata-cristão ou um personalista ou um católico social me ajudasse a vislumbrar a moralidade e a decência desta afronta - o que choca mais é ainda a incerteza sobre quem, em que condições, em que prazos, e como, verá cortado o rendimento com que que vive. 

É o atirar assim à cara das pessoas uma enormidade destas. 

A pessoas que estão na última etapa da sua vida. 
Não sei se o Mota Soares, o Paulo Portas, e Pedro Passos Coelho, têm tias, ou avós viúvas: se tiverem oiçam-nas com honestidade. 
A Política assim é uma coisa porca e vil. 
E eu ainda não os tenho como porcos ou vis. 
Enquanto a minha Tia com 86 anos é aterrorizada com mais cortes na sua magra pensão, a Sr.ª Dr.ª Assunção Esteves, reformada milionária desde os 42 anos, presidirá ao Parlamento que lhe aprovará mais uma machadada na vida da minha Tia."
Cit. Carlos Reis

domingo, 6 de outubro de 2013

Paulo Morais - Tertúlia "Manda quem pode"

Paulo Morais - Tertúlia "Manda quem pode" - O Orçamento



Paulo Morais - Tertúlia "Manda quem pode" - Os Deputados



sábado, 5 de outubro de 2013

Porque não se consegue mudar o país!

Negócios da Semana 02-10-2013
A sensação de que - são sempre os mesmos a pagar a crise - tem uma base real: os lobbies continuam bem instalados no nosso país e alguns até estão a ganhar com a situação.
A oposição que está a ser feita pelos grupos de interesses aos cortes combinados com a Troika e, em geral, às reformas estruturais da economia, estão a impedir as reformas de fundo que a Troika exigiu e os portugueses exigem!!!
José Gomes Ferreira em estúdio com: Gustavo Sampaio - Jormalista/ Autor do livro “Os Privilegiados”; Carlos Barbosa – Presidente ACP; Henrique Neto – Empresario.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Reflexão sobre o PPD/PSD

Partilho convosco um pequeno texto/documento que em tempos fiz (Maio de 2008, mas que apesar de tudo mantêm-se muito actual), sobre Portugal e o papel que o meu partido (PPD/PSD) podia e devia ter nesse futuro. Hoje que se discute, mais que nunca na história recente, o futuro de Portugal e dos partidos em democracia, penso que este documento ganhou um interesse maior em ver a luz do dia. Aqui fica para reflexão de quem aprouver...

Estratégia Portugal Futuro

Disrupção para o PPD/PSD e para Portugal
“Abrir os olhos aos militantes e aos Portugueses”

História de Portugal
Portugal inicia a sua história entre antigas nações europeias, cujas origens remontam ao início da Idade Média, e que se tornaram grandes potências durante a Era dos Descobrimentos, dispondo de um vasto Império.
Portugal promoveu a cultura e o empreendedorismo, e deu, na expressão de Camões, “novos mundos ao mundo” ao iniciar a expansão universal da Europa, promovendo o comércio global.
Portugal é uma potência mundial até perder o estatuto e reconhecimento, devido à política dos reis da dinastia filipina (1580-1640), ao Terramoto de 1755, à ocupação durante as Guerras Napoleónicas, e à independência do Brasil em 1822 como colónia.
A partir de 1755, o Marquês de Pombal promove reformas política, económicas e educacionais que revolucionaram o país, criando o conceito de estado que cobra impostos e presta serviços públicos, lançando os primórdios da função pública.
Nunca mais Portugal foi o mesmo, e se a nova Lisboa nasce nesse período e perdura até aos nossos dias, Portugal inicia o processo do centralismo administrativo.
O Séc. XIX é o de disputa entre diversas tendências e teorias político administrativas, que perduraram até à implantação da República, já no Séc. XX.
Foi também o início do fim do Império Ultramarino, com a independência do Brasil.
A revolução de 1910 iria depor o regime monárquico e, após 16 anos de república parlamentar instável, o país foi governado por Salazar (durante 48 anos), período durante o qual Portugal ainda mantém o seu Império Ultramarino (até após o 25 de Abril).

Portugal Hoje
Em 1974, a ala política de esquerda liderou o Revolução dos Cravos, procedendo a grandes reformas, permitindo a independência das colónias africanas, entregando-as aos movimentos de esquerda dessas províncias.
Actualmente, Portugal é um dos membros fundadores da NATO e pertence à União Europeia (incialmente designada por Comunidade Económica Europeia) desde 1986.
Com o 25 de Abril dá-se a última grande reforma política portuguesa com a implantação de um modelo de partidos democráticos, que usam o estado para crescer e se consolidar, através do exercício do poder político.
Partidarizou-se o estado para poderem-se colocar lá os “boys”, atribui-se privilégios de controlo do espaço público, e garantiu-se o monopólio da acção política aos partidos de eleitores em detrimento dos partidos de militantes.
Implementaram-se mecanismos de controlo que tinham uma função “construtiva” no inicio, mas que tem hoje efeitos perversos e geram a crise da representação que vivemos.
Alguns desses mecanismos de controlo – impedimento a listas de independentes para a Assembleia da República, ou aos eleitores de escolherem a ordem de nomes dentro das listas apresentadas – já tiveram o seu tempo e hoje devem ser repensados de modo a permitir maior papel dos eleitores nas formas da sua representação.
Os partidos em geral perderam a confiança da população, perderam a base partidária e eleitoral de apoio e têm cada vez menor influência social, em que o fenómeno da abstenção crescente em eleições é o seu mais evidente reflexo.
Precisam por isso os partidos reformar e modernizar o país, bem como revitalizar a nossa política, têm de voltar a ter Portugal dentro de si, deixando de ser partidos do Portugal do Passado e passar a ser partidos do Portugal do Futuro.

A História do PPD/PSD
O PPD/PSD foi fundado numa sólida formação política, com base na doutrina social da Igreja, no conhecimento da social-democracia europeia ao modo alemão e nórdico, e na experiência portuguesa da “ala liberal” do marcelismo.
Tinha preocupações com os direitos cívicos, com a pobreza e o atraso da sociedade portuguesa, olhava para a Europa comunitária como um modelo.
Os seus militantes na sua maioria, como era típico da elite política de um país pobre e pouco desenvolvido, advogados e juristas, e começou a recrutar as suas “bases” entre os notáveis e “homens bons” locais, entre os pequenos empresários e comerciantes, na altura alguns dos sectores mais dinâmicos de Portugal.
A classificação do PPD/PSD surge como partido dos “self made man”, gente independente do estado, que tomava conta da sua vida e que queria “progredir”.
A estes juntaram-se jovens que nas escolas defrontavam a hegemonia comunista e esquerdista, e que, mais tarde, vão começar a fazer variar a composição profissional do partido, com mais engenheiros, mais economistas, mais médicos.
O PPD/PSD apelou ainda a economistas e gestores e aos “negócios”, crescendo por cima e por baixo, em quadros e experiência, abandonando a precariedade inicial e transformando-se num grande partido nacional, alternando no poder com o PS e começando infelizmente a parecer-se cada vez mais com este.
O PSD deixou de ser PPD, tornando-se cosmopolita, acomodado, burguês, complacente, inactivo, não representativo, dirigista, centralista, caciquista, seguidista e incapaz de se manter fiel aos seus princípios.
Na sua esfera cada vez mais rodaram interesses que destroem a própria essência do ser PPD, levando-nos a questionar se ainda existirá partido durante muito mais tempo.
O PSD está e vai ter enormes dificuldades para voltar à governação (em Maio de 2008) e para manter o papel do partido na vida política portuguesa.
Há que trazer o mérito profissional e social reconhecido de fora para dentro do partido, e deve ser esse o mecanismo fundamental de início das carreiras políticas.
Há que promover uma ruptura com a “vida” que o partido leva e dar um contributo para o debate do futuro do partido.
Há que demarcar-se, não só em termos políticos como ideológicos e na reflexão sobre o partido, do passado recente do PPD/PSD e ir buscar as referências originais do partido.

Estratégia para Futuro
Transformar Portugal e o PPD/PSD, promovendo os valores sociais que presidiram à sua criação.
Promover a responsabilidade do indivíduo na sociedade, identificado com o meio que o rodeia, mas sobretudo na família que é o garante da existência da sociedade.
Promover a seriedade, a integridade e a honestidade pessoal e colectiva como valores absolutos.
Promover a solidariedade inter-social e inter-geracional, a justiça social e económica, a prosperidade e a modernidade.
Apostar novamente na política ao serviço de Portugal e não em Portugal ao serviço da política e dos políticos.
Definir medidas para a renovação do país e metas concretas a que o país se devia propor alcançar.
Recuperar a confiança dos portugueses e o orgulho histórico nacional, dando uma nova esperança aos portugueses, transformando Portugal num «país mais arejado, mais alegre».
Promover as 3 Reformas Fundamentais para Portugal:
- Reforma Político-Administrativa e do Ordenamento do Território (Descentralização Norte/Sul e Interior/Litoral)
- Reforma da Educação para uma sociedade rica no conhecimento e respeito dos indivíduos e da nossa orgulhosa história
- Revolução na Justiça, de forma a tornarmos o país mais competitivo e mais justo
Melhor estado, apostando nas funções de soberania, regulação e fiscalização, criando mais oportunidades para os portugueses.
Diminuir a macro-cefalia da capital, tornando mais competitiva a economia, e promovendo a descentralização dos poderes (governativo, legislativo, jurídico e económico).
Tornar o partido mais aberto à sociedade, promovendo a entrada de sangue-novo (mais militantes) e a participação dos militantes mais activamente na vida do partido.
Tentar também cativar os simpatizantes, através de medidas como a votação para cargos nacionais através de directas abertas a militantes e simpatizantes, e através de primárias na escolha de candidatos para cargos de eleição nacional, autárquica ou europeia, como por exemplo Deputados à Assembleia da República, Presidentes de Câmara e Deputados do Parlamento Europeu.

domingo, 29 de setembro de 2013

O Porto e a Independência Política em Portugal

Hoje o PORTO mostrou que é diferente!

A cidade que tem cognome de invicta, muy nobre e sempre leal, é-o porque sempre foi assim, livre, independente, com capacidade para decidir por si própria o seu futuro e sem se deixar levar por outras ideias mais de grupo ou de moda, impostas de fora. Foi assim em 2001 e agora em 2013. Foi assim ao longo de séculos, antes disso.

Eu sinto-o bem na pele, pois coerentemente com a minha defesa da Adesão aos Partidos, tive de aceitar que o candidato do meu partido fosse um candidato que tinha um perfil diferente do que eu desejava. Porque se defendo a democracia, tenho que aceitar que umas vezes perdemos outras ganhamos. Mas é fácil falar depois de saber os resultados... mais à frente direi algo sobre isto.

Independentemente de outras leituras que se farão nos próximos dias, fica claro que Rui Moreira como independente consegui uma grande votação: Parabéns!
Houve mais independentes noutras autarquias que conseguiram ganhar, estão eles também de parabéns. E no entanto gostava que se tirasse proveito disto a nível nacional, e que os portugueses de uma vez por todas percebessem que temos de mudar o sistema político português, para podermos ter mais independentes na nossa vida política, com naturalidade a surgirem mesmo para outras funções. 
É que estas votações só são possíveis porque as eleições para Presidente de Câmara são uninominais e não em lista partidária. Enquanto não conseguirmos mudar isso a nível nacional, nada há a fazer. Enquanto a escolha dos candidatos a cargos políticos não seja feita em eleições primárias, continuaremos a ter pessoas colocadas lá, pelos tachos, pelas amizades, pelas conveniências.

Só que uma mudança dessas obriga a que os principais partidos do arco do poder aceitem mudar isso, e eu só acredito que eles "largam" um pouco do poder que têm, se muitos dos portugueses independentes de cargos e tachos partidários, se filiarem nos partidos, para obrigarem os ditos a mudar as coisas pela força dos votos.
Ideias que temos vindo a defender e que cada vez mais temos de defender, como estas que um conjunto de pessoas que acreditam na Adesão em massa aos partidos políticos, apresentamos num passado recente:


Mas só com centenas ou mesmo milhares de portugueses a invadirem os partidos, haverá uma "onda de mudança" que permitirá aos portugueses reganhar o direito de serem independentes, de votarem independentes e naqueles em que mais acreditam.
Rui Moreira podia ter sido o candidato do PSD no Porto, e não foi porque a concelhia em plenário decidiu com a votação dos militantes presentes, que o candidato teria que ter um perfil como o de Luís Filipe Menezes e não como o de Rui Moreira. Não houve eleições primárias para escolher o candidato. Se houvesse eleições primárias talvez o candidato escolhido tivesse sido o segundo. Hoje viu-se que se o perfil escolhido fosse o segundo, provavelmente este teria ganho com maioria absoluta as eleições à Câmara do Porto. Isso só poderia ter acontecido se mais militantes pensassem de outra forma no actual sistema político. É também uma lição aos actuais militantes.

São lições destas que os partidos tem de tirar em noites como a de hoje, mas é sobretudo uma lição do poder que os portugueses têm, se tiverem vontade de mudar as coisas.

Centenas ou mesmo milhares de pessoas que conheço do Porto, associaram-se à candidatura independente de Rui Moreira à CM Porto. Muitos milhares os seguiram e votaram massivamente nas suas ideias e no seu projecto. Já em tempos Rui Marques criou o MEP - Movimento Esperança Portugal, que contou também com o apoio de milhares e votações de mais de 50 mil portugueses.
Falta por isso que os portugueses, sobretudo os mais informados, com acesso a mais e melhor informação, aqueles que hoje apoiam candidaturas como as de Rui Moreira, tenham uma percepção clara de que para mudar o sistema político português, vai ter de ser por dentro. Para que mais independentes apareçam temos de conseguir mudar o sistema político e para isso temos de ter mais militantes independentes dentro dos partidos. Esse deve ser um desígnio de todos estes portugueses, com o objectivo claro de mudar o sistema político português. 
Aproveitemos o momento e como dizia Saul Bellow, "Seize the Day"!


PS: Aos que (como eu) hoje perderam, Parabéns por irem à luta. Parabéns ao Luís Filipe Menezes. Parabéns ao Ricardo Almeida. Parabéns a tantos outros que deram a cara pelos projectos em que acreditaram, mas que viram os seus projectos serem derrotados pelo voto dos seus concidadãos. É que sem os derrotados a democracia não existia! A nossa democracia deu hoje um sinal claro, que pode estar a chegar a uma maior maturidade. Deixo também uma crítica aos que não votaram. Foram 4.337.379 de eleitores que não votaram de um total de 9.159.967 inscritos, quase 50% dos eleitores. A democracia ressente-se da vossa falta. Quantos mais participarem, melhor para Portugal, melhor para os portugueses. Por último parabéns a todos os que foram votar, pois foi o vosso voto que decidiu o futuro autárquico de Portugal, para os próximos 4 anos. Viva a Democracia! ;-)

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

A...normalidade de Crato

Crato diz que ano lectivo arranca com normalidade.
Conclui-se que Crato não sabe o significado da palavra normal, ou acredita que os portugueses são a... normais.
Mas vamos-lhe explicar o que é normal.
Num país normal o que se está a passar com o concurso de colocação dos professores contratados, era razão suficiente para o Ministro da Educação se demitir.
Mas isso era num país normal.
Em Portugal, país do TGV sem dinheiro, do BPN dos amigos, das PPPs com rendas absurdas, dos Submarinos com pagamentos duvidosos, dos Outlets em Reservas Ecológicas Nacionais, …se calhar poder-se-ia considerar isto normal, mas de facto não é.
Ter milhares de professores, centenas de milhares de alunos e encarregados de educação, por isso milhares de famílias, penduradas por não saberem quem vão ser os professores escolhidos para ocupar as poucas vagas que ainda não foram preenchidas, não é normal!
Ter um ministro que quando lhe perguntam quando vão ser colocados os professores que faltam, responde com um sorriso, que se depreende pela expressão fácil, era de gozo, bonacheirão (veio mais gorduchinho das férias), a dizer que dentro de dias, sem especificar quando, mostra bem a irresponsabilidade deste senhor e a leviandade com que encara um dos cargos mais importantes da nação: Ministro da Educação!
A educação é primordial para o nosso futuro colectivo como nação. Ter um ministro que responde assim "a gozar" sem denotar um mínimo de preocupação pelos alunos, encarregados e professores, mostra bem a falta de respeito que existe dos titulares de cargos públicos da mais alta responsabilidade, para com o desempenho das suas funções.
O mais preocupante, é que dentro de 20 ou 30 anos, um produto desta escola que este senhor está a "estruturar", que se poderá chamar Crato também, poderá ser Ministro da Educação, mas estará tão mal ou provavelmente pior preparado para o ser, que o actual Ministro.
E não há ninguém que lhe diga isso?
Nem o Sr. Primeiro Ministro... ou também está a dar "passos de Coelho"?   
Isso sim seria normal, levar um "puxão de orelhas" do chefe... até porque a imagem do Governo nisto tudo, sai muito mal tratada...

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Professores Contratados com Governos PSD no Estado Português

Declaração de interesses:
1 - Sou militante PSD.
2 - Sou casado com uma Professora Contratada há 14 anos!
3 - Fui emigrante e vivi no Reino Unido e em Espanha.

Esclarecido isto... digo:
A situação dos Professores Contratados em Governos PSD e no Estado Português é uma vergonha! 
Já no Governo de Durão Barroso a colocação dos Professores Contratados, falhou redondamente porque o Min. Educação contratou uma empresa de software com fortes ligações ao PSD.
Este ano qual é a desculpa?
Uma vergonha, repito! 
Pelas minhas contas (feitas por baixo) há mais de meio milhão de portugueses dependentes desta situação, entre Professores, Encarregados de Educação, Alunos, Familiares, etc... com a ansiedade que é gerada por esta altura, em mais de 5% da população.
Em Inglaterra, onde vivi algum tempo, os Professores sabiam quase um ano antes onde iam ser colocados.
Aqui sabem no dia útil anterior a terem de se apresentar na Escola.
O stress para os alunos é inacreditável que não sabem se vão ter o mesmo professor do ano passado, ou vão ter outro.
A minha mulher tem recebido inúmeras mensagens dos pais dos alunos a quem deu aulas o ano passado, a saberem se ela sempre fica novamente com a turma.
A verdade é que é 99% impossível, mas ela não lhes quer dizer isso, e então vai dizendo que ainda não saíram as colocações.
Quando se souber que ela não lhes vai dar aulas, imagino a tristeza e os problemas que isso vai trazer.
A dificuldade que o novo Professor irá ter para conseguir voltar a motivar os alunos, que adoraram a Professora do ano passado.
Chegou ao ponto de fazerem uma carta ao Agrupamento de Escolas e ao Ministério a pedir para a Professora ficar...
Esta é a realidade triste de milhares de alunos, pais e professores, que este ano mais uma vez vão ficar desempregados, colocados longe de sua casa, preocupados em saber quem vai ser o novo professor, inadaptados aos novos métodos de ensino do novo professor.
Não era Nuno Crato o grande defensor da melhoria dos métodos pedagógicos de ensino? 
Era isto que estava a pensar?
Não entendo onde encaixa isto na grande estratégia das coisas...
E que dizer deste estado, que promove legislação para evitar a precaridade do emprego, promovendo a entrada nos quadros após 3 contratos a prazo em qualquer empresa que contrate alguém por mais que três contratos sucessivos, e que procura garantir uma indemnização justa, quando o empregador tem de mandar alguém para o desemprego, e no entanto permite que no seu seio, mantenha em situação de professores com contratos a prazo por mais que 3, 4, 5, 10, 15, 20, 25 ou mais, sem promover a entrada nos quadros?!?!
IMORAL! VERGONHOSO! INACREDITÁVEL!
Não se pode aceitar esta situação no Século XXI!
Mesmo alguém como eu, que tenho uma visão liberal da economia, se bem com um preocupação social importante, não posso em seriedade aceitar que esta situação se mantenha.
Há já uma Directiva da União Europeia - Directiva 1999/70 - e uma Recomendação do Provedor de Justiça, e várias notícias sobre o assunto, e mesmo assim o Ministério continua a abusar da situação.
Alguém tem de por termo a isto de vez!
Num Estado que se diz de Direito, esta situação não pode continuar.
Espero sinceramente que seja rapidamente corrigida esta situação e que estes Professores, não tenham mais que viver tantos anos, debaixo de um manto de ilegalidade imoral, promovida por quem tem obrigação máxima de dar o exemplo.
Aguarda-se...