quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Portugal 1980-2014: Retrato Económico e Social em gráficos

O BPI teve a amabilidade de nos fazer chegar um conjunto de indicadores interessantes sobre a nossa sociedade e a evolução dos mesmos, com o nome "Portugal 1980-2014: Retrato Económico e Social em gráficos".

É um documento interessante e que vale a pena verificar.

PS: Nota de uma primeira vista de olhos, o gasto em despesas de saúde com cada um de nós, no ano de 2013, foi de € 821,30. Quer dizer que em média, isto é o que cada um de nós contribui para o estado ao longo de um ano, para assegurar o funcionamento do Serviço Nacional de Saúde. 

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Evolução da dívida direta do Estado - Julho/Agosto 2015



Em 31 de julho de 2015, o saldo da dívida direta do Estado cifrou-se em EUR 223.092 milhões, aumentando 1,1% face ao final do mês anterior. O aumento do stock da dívida ficou a dever-se, essencialmente, à realização de dois leilões de OT, nos montantes de EUR 1.043 milhões (na linha OT 4,8%JUN2020) e EUR 697 milhões (na linha OT 4,1%ABR2037). Realizaram-se ainda 2 leilões de BT, nos montantes de EUR 677 milhões (na linha a 6 meses BT 22JAN2016) e EUR 1.220 milhões (na linha a 12 meses BT 22JUL2016), que mais do que compensaram a amortização do BT 17JUL2015 (no valor de EUR 1.933 milhões). O outstanding de CEDIC aumentou em EUR 237 milhões, e os saldos de CA e de CT registaram um contributo líquido positivo de EUR 20 milhões e de EUR 132 milhões, respetivamente. Em sentido contrário evoluiu o saldo de MTN em euros (EUR 54 milhões), em virtude da amortização parcial antecipada do BND EUR OUT2022. As flutuações cambiais contribuíram para um acréscimo do stock da dívida de EUR 323 milhões.
em Notas explicativas ao Boletim Mensal do IGCP, E.P.E.


Em 31 de agosto de 2015, o saldo da dívida direta do Estado cifrou-se em EUR 223.189 milhões, mantendo-se praticamente inalterada face ao final do mês anterior (aumento de 0,04%). A variação do stock da dívida ficou a dever-se, essencialmente, à realização de dois leilões de BT, nos montantes de EUR 400 milhões (na linha a 11 meses BT 22JUL2016) e EUR 790 milhões (na linha a 3 meses BT 20NOV15) que mais do que compensaram a amortização do BT 21AGO15 (no valor de EUR 790 milhões). O saldo de CEDIC registou um decréscimo de EUR 113 milhões, e os saldos de CA e de CT registaram um contributo líquido positivo de EUR 16 milhões e de EUR 164 milhões, respetivamente. As flutuações cambiais contribuíram para uma redução do stock da dívida de EUR 365 milhões.
em Notas explicativas ao Boletim Mensal do IGCP, E.P.E.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Dívida Pública - Lição a nunca mais esquecer: Governo Sócrates

Chamado à atenção para este artigo (http://dlvr.it/C0KJXd), nomeadamente por alguns comentários que foram deixados no Facebook, como "o grande período de endividamento de Portugal foi o da era cavaquista - de 6 de Novembro de 1985 a 28 de Outubro de 1995, ... herança deixada, e que comprometerá as próximas gerações" ou "...do tempo do socrates (?), de do tempo antes dele. ora !.... ganda lata!", fez-me voltar atrás e pensar que temos de falar mais sobre este assunto, por forma a que não se repita o mesmo erro for futuros governos.
O peso total da dívida assumida só durante os 6 anos de governação Sócrates? Mais de 60 mil milhões de euros! Deficits assumidos ao longo dos 6 anos em que foi Primeiro Ministro.
E este valor não contabiliza, tudo o que depois teve de ser "assumido" à posteriori, com o alargamento do perímetro contabilístico do estado, que só em PPPs rodoviárias por exemplo, aumentou a dívida em 29 mil milhões de euros.
Portanto este artigo até é simpático. Facilmente se calcula, que Sócrates assumiu para as gerações futuras, aproximadamente metade da dívida actual. Os 41 mil milhões que refere o artigo que ainda faltam pagar dessa altura, há que somar mais quase 60 mil milhões, que só serão pagos em legislaturas posteriores.
Somo sabem tenho sido muito crítico do Governo de Passos Coelho, mas o que Sócrates fez ao país, é de lesa pátria. Foi um traidor, baseado na sua própria vaidade, quis fazer tudo o que podia para agradar a tudo e a todos (sobretudo aos mais próximos), por forma a ficar bem na vida e todos os que o rodeavam também. Não se limitou nunca na despesa, e quando lhe chamavam a atenção para isso, afastava-os ou fazia com que se afastassem (veja-se o caso Campos Cunha).
Por tudo de bom que Sócrates tenha feito, o que fez endividando as gerações futuras para lá do razoável, devia ser alvo de muito maior escrutínio, por forma a evitar-se que no futuro se volte a cometer o mesmo erro.
O limite ao endividamento, tem de ser consagrado na constituição. A responsabilização civil do acto de gestão pública danosa, tem de ser consagrado na lei. Não podemos continuar a aceitar que um empresário por gestão danosa, possa ir preso, enquanto um político por muito dano que cause na "coisa pública", possa ir alegremente gozar a sua pensão vitalícia, sem que ninguém lhe assaque nada. Obviamente que uma lei destas deveria ser alvo de um largo consenso parlamentar, mas que só poderá ser conseguido se os portugueses, Nós, assim o exigirmos aos nossos representantes.
Que assim seja.

PS: Deixo-vos ainda alguns artigos que vale a pena consultar sobre este tema.

Em 2010 alguém já falava sobre a enorme dívida que sócrates ia deixar:
http://quartarepublica.blogspot.pt/2010/02/pao-pao-queijo-queijo-os-numeros-da.html
Em 2011 aqui o vosso amigo fazia um apanhado das dívidas que os vários governos nos deixaram:
http://rderevolucao.blogspot.pt/2011/04/defice-anual-do-estado-portugues-nos.html
E mais recentemente fui verificar os dados do Banco de Portugal (com as correcções aos dados passados, que foram entretanto corrigidos à luz do que entretanto se verificou/descobriu com a vinda da Troika a Portugal):
http://rderevolucao.blogspot.pt/2015/06/divida-publica-portuguesa-dados-do.html

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Rui Rio


Olha quem avisava em 1998... aquilo que se verificou em 2009 e confirmou até 2015!
Posted by Carlos Macedo E Cunha on Wednesday, August 19, 2015

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Evolução da dívida direta do Estado - 30 de Junho de 2015

Em 30 de junho de 2015, o saldo da dívida direta do Estado cifrou-se em EUR 220.641 milhões, diminuindo 1,6% face ao final do mês anterior.
A redução do stock da dívida ficou a dever-se, essencialmente, ao segundo pagamento antecipado do empréstimo do FMI, cujo valor ascendeu a EUR 1.765 milhões, bem como à execução de recompras bilaterais de OT com maturidade até 2016, num total de EUR 679 milhões, e de diversas linhas de BT com maturidade em 2015 num total de EUR 1.151 milhões.
Realizaram-se 2 leilões de BT, nos montantes de EUR 212 milhões (na linha a 3 meses BT 18SET2015) e EUR 593 milhões (na linha a 11 meses BT 20MAI2016), que parcialmente compensaram a amortização do BT 19JUN2015 (no valor de EUR 1.133 milhões).
Em sentido contrário evoluiu o outstanding de CEDIC, que aumentou em EUR 492 milhões, o saldo de CA e de CT que registaram um contributo líquido positivo de EUR 12 milhões e de EUR 90 milhões, respetivamente.
As flutuações cambiais contribuíram para um decréscimo do stock da dívida de EUR 355 milhões.
In http://www.igcp.pt/gca/index.php?id=1473

quarta-feira, 22 de julho de 2015

A desunião da União...

«Um bom trabalho do economista sénior para a Europa da Jefferies, que revela bem como o projecto do Euro está incompleto e a diferença de esforços entre os diversos Estados dentro dos Estados Unidos e da Alemanha e restantes países economicamente fortes para com os seus "parceiros" Europeus
Enquanto que a contribuição liquida da Alemanha para o orçamento europeu é de 0.47% do seu PIB, o Estado de Nova Iorque transferiu 4.4% anualmente desde 1990.»
"Roubado" por aí...

quarta-feira, 10 de junho de 2015

10 de Junho - História de Portugal

10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas é também conhecido como o "Dia da Raça”.


O 10 de Junho é adoptado e adaptado pelo regime instaurado em 1933, e passa a ser conhecido como o Dia da Raça.

Conceição Meireles,especialista em História Contemporânea da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
“Quando se tenta exaltar o Dia da Raça, é a raça do povo português entendida de uma forma geral, global”. O que está em causa é a “originalidade” e “a capacidade dos portugueses”, explica Conceição Meireles.

“O Estado Novo sempre quis sublinhar a originalidade do povo português face aos outros povos europeus. Por alguma razão este pequeno povo tinha uma História de séculos; era dos Estados mais antigos da Europa e tinha um Império colonial que quase nenhum outro país europeu possuía”.

Esta era a “raça do povo português que tinha de ser “exaltada a todo o custo”, era a “raça no sentido do dia do povo português”, explica a historiadora. 

O Dia da Raça, no Estado Novo deve ser entendido no sentido em que significa “um povo diferente, aparentemente frágil, mas com valores que lhe permitiram grandes realizações”.

Texto "roubado" ao Pedro Costa Pinto.