segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Os ACTUAIS JUROS da República Portuguesa



Deixo-vos este texto de um membro da equipa das finanças sobre o tema "ACTUAIS JUROS da República Portuguesa".
Vale a pena ler:
«É lastimável a verborreia que por aí campeia sobre a "absoluta necessidade de renegociarmos os juros impostos pela troyka", como se o País fosse vítima de agiotas e o Governo um submisso pagador...
Vamos lá esclarecer isto.
Os empréstimos ao abrigo da troyka (que já representam mais de 1/4 do total da Dívida Directa do Estado, qualquer coisa como 57 mil milhões de euros) vencem a taxas médias de 3,6%. Dentro destes, os empréstimos a dez anos estão nos 3,3%. Deixem-me dizer, em português que se entenda: estas são as melhores taxas de juro de sempre, contratadas pela República. Vou ser claro. Estas taxas estão abaixo do mínimo histórico de 3,4% a dez anos, conseguido pelo Tesouro, em 2004!
Vamos comparar: No secundário, o País de Hollande (agora ignorado pelo PS de Seguro e Soares... porquê?) paga as mesmas taxas, a 10 anos, entre os 3,0% e os 3,4%.
Convirá, a meio desta prosa, dizer o seguinte: este Governo já renegociou, em 2011, as taxas de juros (a Grécia não foi incluída), bem como as maturidades, o que permitiu uma poupança de 800 milhões de euros.
Três conclusões: mesmo quando o País regressar aos mercados será dificíl (senão mesmo impossível) "bater" as taxas da troika, pois se nem nos melhores anos do passado... A segunda conclusão, é que nem os famigerados eurobonds poderiam assumir estas taxas da troyka. Por último... há por aí dirigentes políticos e comentadores que não sabem do que falam.»
É bom estarmos informados e não sermos sempre "manipulados" pela comunicação social, e termos pelo menos mais que um ponto de vista sobre os temas...

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Por um Portugal melhor: Invasão de Cidadão!


Se vives em Portugal ou és português, se tens mais de 18 anos, se não tens confiança nos partidos e nos políticos, se achas que se podia fazer mais e melhor, se tens um nível elevado de conhecimentos, se te sentes preparado para discutir assuntos públicos, se gostavas de afastar os corruptos e incompetentes da política e da governação, não te limites a protestar com os teus amigos e ir para manifestações, junta os teus amigos e entra num partido (o que te sintas mais próximo) e poderás mudar tudo e todos.

Os portugueses temos hoje em dia mais que nunca o poder, o interesse e a obrigação de participar e votar em massa dentro dos partidos (invasão de cidadãos aos partidos), para podermos escolher políticos melhores e afastar os incompetentes ou corruptos, para podermos mudar o sistema político por dentro, e não por uma qualquer ideologia ou dever que nos é imposto por terceiros.

Nós os portugueses temos de ser cada vez mais pragmáticos em relação aos partidos e sermos "interesseiros" em relação à democracia que temos.

Se a democracia que temos não nos serve, temos de a mudar, e a melhor forma de a mudar é por dentro, dentro dos partidos políticos que a têm dominado.

Vamos Invadir os Partidos, Cidadão?


https://www.facebook.com/groups/aderevotaintervem/


Choque Fiscal


O Ministro Álvaro Santos Pereira quer implementar um choque fiscal em sede de IRC para empresas que façam novos investimentos.
Não vai ser fácil conseguir passar o obstáculo dos auxílios de Estado e da concorrência prejudicial. Mas a mais difícil das provas deverá ser a que se joga no campo político:
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=589197
Esperemos que o consiga, era importante para pormos a economia a mexer.
Gostávamos também que aproveitasse as sugestões que fizemos ao governo, de apoio em sede de IRC, com créditos fiscais, às empresas que invistam para o aumento das exportações, e o apoio ao micro-empreendedorismo, como forma de combater o desemprego e promover o surgimento de um tecido de micro-empresas mais robusto e orientadas também elas às áreas das exportações e dos bens transaccionáveis.

Funcionários Autarquias

Infografia: Saiba quantos funcionários trabalham na sua autarquia

As autarquias portuguesas dão trabalho a mais pessoas. Em 2008, a média de trabalhadores por mil habitantes era de 18,5. No final do ano passado, já era de 19,6. Veja aqui a infografia do Negócios para ficar a saber quantos funcionários trabalham na sua autarquia e nos restantes do país.

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=501901

A ausência de empresas que promovam a actividade económica justifica o facto de, no Alentejo e interior do País, os municípios empregarem mais pessoas do que no resto do território. O Corvo, nos Açores, é o que tem a média mais elevada

As autarquias portuguesas dão trabalho a mais pessoas. Em 2008, a média de trabalhadores por mil habitantes era de 18,5. No final do ano passado, já era de 19,6. São muito mais aquelas que estão acima - ou iguais - à média (191) do que aquelas que estão abaixo (117). E vendo o mapa, é no interior e no Alentejo que há um maior número de funcionários por cada mil habitantes.

Este foi um aumento que, de acordo com a Associação Nacional de Municípios, ocorreu porque houve uma a descentralização de competências no sector da Educação, que obrigou os 112 municípios que acordaram esta transferência a absorver para a sua estrutura cerca de 11 mil funcionários, o que se reflectiu no número de trabalhadores. Segundo a ANMP, sem esta descentralização de competências já se estaria perante uma redução de funcionários.

O concelho do Corvo, nos Açores, é o que tem um maior rácio de trabalhadores por habitante. Com 40 funcionários para 430 pessoas, quase um em cada dez corvenses trabalha na câmara municipal local, onde o presidente Manuel das Pedras Rita assume funções de técnico. Nos últimos três anos, o pequeno município até conseguiu reduzir quatro funcionários, mas a média de 93 funcionários por mil habitantes consolida o primeiro lugar.

No extremo oposto está Esposende, que, em três anos, passou para o primeiro lugar da tabela, com uma média de 4,8 funcionários por cada mil habitantes.

Apesar de ter havido mais autarquias a reduzir funcionários - 156, contra 152 que aumentaram, a envergadura das reduções (4.406) foi completamente "engolida" pelas contratações: 13.360 pessoas.

Memória OE 2013 Miguel Frasquilho


No início do segundo debate do Orçamento do Estado para 2013, Miguel Frasquilho começou a sua intervenção recordando as palavras de José Jorge Letria: “um país sem memória perde a sua identidade”. Numa altura em que os Portugueses estão confrontados com o Exercício Orçamental mais difícil e exigente da nossa história recente, e que muitos sacrifícios impõe à População do nosso País, o Vice-Preside
nte do Grupo Parlamentar do PSD propôs aos deputados uma breve viagem ao passado. “Uma viagem útil, porque permite localizar as raízes dos nossos problemas crónicos de finanças públicas e esclarecer as origens do mal económico de que padecemos. Isto para não cometermos os mesmos erros e não hipotecarmos definitivamente o futuro”.

De acordo com o social-democrata não é de hoje que Portugal tem problemas com as suas contas públicas. “Não é de hoje, nem é de ontem, nem de há dois ou três anos, ou mesmo de há dez anos. Como os números mostram, as raízes do mal das nossas contas públicas e do nosso definhamento económico podem ser procuradas a partir de 1995-1996, no início do consulado de António Guterres como Primeiro-Ministro, quando foi decidido que Portugal integraria o Euro desde o seu início em 1999 e perderia os tradicionais instrumentos de política monetária e cambial. Isto devia ter obrigado o Poder de então a preparar o Estado e o País para o novo mas muito exigente desafio que nos aguardava. Quanto à necessária transformação estrutural do país, estamos conversados: estão hoje a ser realizadas, por este Governo, as múltiplas reformas que deviam ter sido efetuadas na segunda metade dos anos 90 para tornar Portugal mais competitivo. Mas ainda falta uma, que sempre considerei fundamental: a reforma do sistema fiscal, que tem que ser alterado para ser atrativo para o investimento e a competitividade”.

Segundo Miguel Frasquilho, durante cerca de década e meia, pouco, muito pouco foi feito para tornar Portugal mais competitivo e produtivo, adaptando-se às exigências da moeda única. O resultado foi o definhamento progressivo da economia, a redução quase ininterrupta do potencial de crescimento, que desde 2001 se passou a situar abaixo da média europeia. E o resultado foi também a inevitável explosão do endividamento, visível em défices externos cada vez maiores e insustentáveis, que atiraram Portugal para o topo dos países mais endividados na Europa. É, portanto, na segunda metade dos anos 90, quando António Guterres e o Partido Socialista governavam o País, numa fase de forte dinamismo económico, mas já de crescente endividamento, que residem as origens da nossa fraca competitividade. Pode parecer longe no tempo, mas é mesmo nesse período que estão as raízes. Raízes essas que os Governos seguintes também não souberam, ou não puderam combater, avolumando o problema”.

Referindo-se novamente ao período entre 1996 e 2000, o parlamentar recordou que estávamos “com um crescimento nominal médio anual da economia próximo de 8% a despesa pública cresceu também a este ritmo; os consumos intermédios a mais de 9%; as despesas com pessoal quase a 10%, as prestações sociais a 9%; a despesa corrente primária subiu 9.5% ao ano; as receitas fiscais subiram quase 10% ao ano, com destaque para os impostos indiretos, nomeadamente o IVA. E os juros da dívida pública caíram a 5% ao ano, uma almofada que foi totalmente desperdiçada. Foi uma festa sem dimensão, um despesismo cuja conta haveria de ser apresentada a partir de 2001, ano em que Portugal foi o primeiro país da União a reportar um défice excessivo. Mas sabemos também que os números na altura reportados não estavam corretos. Repito: não houve, neste período, um único ano em que a dívida não tivesse aumentado em valor absoluto face ao ano anterior. Numa época de forte crescimento económico, e muitas privatizações, convenhamos, é obra. Uma obra que todos estamos agora a pagar”.

De seguida, Miguel Frasquilho focou-se no período de governação de José Sócrates. Refere o vice da bancada do PSD que “entre 2005 e 2011 a dívida pública subiu de 62.5% do PIB para 108.1%, isto é, de 96.5 mil milhões de euros para 184.9 mil milhões. Um aumento de 91.6%. Como várias análises sugerem, já antes da crise a nossa trajetória de endividamento era absolutamente insustentável: quer num cenário mais otimista, quer noutro mais pessimista, a dívida iria sempre subir. Exigia-se, portanto, outro tipo de atuação que, com exceção da reforma da Segurança Social realizada em 2007, não existiu. E mesmo essa reforma, apregoada como o garante da sustentabilidade da nossa Segurança Social durante várias décadas, afinal, sabemos agora, deve evitar a rotura do nosso sistema apenas até ao final desta década. Mesmo sem crise internacional, Portugal iria acabar por embater na parede. A crise apenas apressou o nosso triste destino”.

Como reflexo de todo este caminho desastroso percorrido, Portugal está submetido a um Programa de Ajustamento muito duro, assinado pelo Governo de José Sócrates em Maio de 2011, que obrigou Portugal a colocar-se nas mãos daqueles que são os nossos credores e que aceitaram financiar-nos. Passado ano e meio da assinatura do Memorando de Entendimento, creio que pode concluir-se que, com uma exceção, todas as áreas deste Programa estão a ser cumpridas como previsto – e algumas mesmo mais rapidamente do que o previsto. “É o caso da transformação estrutural da economia, que deve ter reflexos positivos a médio prazo no potencial de crescimento; É o caso da estabilização do sector financeiro, de forma a assegurar, no futuro, a fluidez do crédito e o normal funcionamento da economia; É o caso do desendividamento do País, que tem vindo a decorrer mais depressa do que se tinha previsto, em consequência de um padrão de ajustamento diferente do inicialmente projetado”.

“Ao abrigo do Programa assinado em Maio de 2011, estamos a tentar corrigir rapidamente os erros de quase duas décadas. Mais rapidamente ou menos rapidamente, é preciso termos a consciência que, apesar dos enormes, enormíssimos, esforços até agora feitos pelos Portugueses, eles ainda não são suficientes para que a atual dificílima situação seja ultrapassada. Desengane-se quem assim pensa. É preciso transformar o insustentável em sustentável. E é ao nível do Estado, do seu papel e das suas funções, que esta questão se coloca. Tem que existir esta consciência para que este trabalho de reforma e racionalização da despesa pública seja realizado. Só assim o combate ao défice pode ser continuado em 2014 com a redução estrutural prevista de cerca de 4 mil milhões de euros na despesa pública. É, pois, altura de cada um assumir as suas responsabilidades. E de mostrar que compreendeu os erros do passado e está à altura da situação. Apesar de os tempos serem de enormes dificuldades e agruras, os Portugueses não compreenderiam que não fizéssemos tudo e déssemos o nosso melhor para ultrapassar a actual situação. É o futuro do País que está em equação. Todos não seremos demais para vencer esta causa”. Fonte: Grupo Parlamentar do PSD

Cavaco Dixit


Cavaco Dixit: “Quando o crescimento económico de um país abranda, a política correcta é precisamente deixar que a receita fiscal baixe automaticamente e não cortar na despesa pública. (...) Se quando um país é atingido por uma crise económica se cortasse a despesa pública, a crise ainda se agravava mais. É por isso que não se deve fazê-lo”. Em Junho de 2001, o professor está estupefacto com a ignorância económica de Guterres: “Como é que é possível que os assessores do primeiro-ministro não lhe tenham explicado que este é um caso em que não há similitude entre o comportamento correcto para as famílias e para o Estado?”.
http://www.ionline.pt/opiniao/no-tempo-cavaco-falava

Deficit explicado... como se eu fosse um menino da escola...




O deficit como devia ser explicado nas escolas, empresas privadas, empresas publicas, repartições do estado, universidades, sedes de partidos e de sindicatos. Isto sim é serviço publico.
http://blasfemias.net/2012/09/25/o-jose-vitor-existe-mesmo/

Texto Original do Público:
http://jornal.publico.pt/noticia/25-09-2012/a-divida-existe-mesmo-25305556.htm